O Pâncreas é uma grande glândula localizada na parte superior do abdômen. Produz enzimas que auxiliam a digestão (sistema exócrino) e hormônios que regulam o açúcar na corrente sanguínea (sistema endócrino). Quando ele está muito alto, o pâncreas produz insulina para reduzi-lo; quando muito baixo, produz glucagon para aumentá-lo.
Um tumor no pâncreas chamado insulinoma produz insulina em excesso, mais do que o organismo tenha capacidade de usar. Com isso, ocorrerá um baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) e sintomas podem surgir, como confusão, sudorese, fraqueza, aceleração dos batimentos cardíacos. Se o nível de açúcar no sangue ficar muito baixo, pode evoluir para a perda de consciência e coma.
Existem poucos fatores de risco para um insulinoma. Mulheres parecem ser mais afetadas do que os homens, entre os 40 e 60 anos, e algumas doenças genéticas podem predispor seu surgimento.
Para sua localização, utilizam-se exames de imagem como a ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em tumores muito pequenos, pode ser necessária a coleta de amostras de sangue de várias áreas do seu pâncreas.
Tratamento do Insulinoma
O objetivo da cirurgia é a remoção do tumor, visando à cura da doença na grande maioria dos casos. Geralmente é possível através da videocirurgia (laparoscopia) por estar restrito ao pâncreas. Dependendo da sua apresentação, é possível ressecar só o tumor (enucleação) ou necessitar a remoção de uma parte do pâncreas.
Um pequeno número de insulinomas é câncer e a remoção completa pode não ser possível cirurgicamente. Medicamentos ajudarão a prevenir a hipoglicemia e a quimioterapia poderá controlar o tamanho do tumor.